A FTC afirmou que a Cox Media Group e duas empresas de marketing enganaram consumidores com promessas de que um serviço de IA chamado “Active Listening” usava conversas de dispositivos inteligentes para direcionar anúncios, além de alegar que os usuários teriam consentido. A agência disse que o serviço não dependia de dados de voz e, na prática, envolvia a revenda de listas de e-mail obtidas de corretores de dados, sem consentimento adequado.

A Comissão Federal de Comércio (FTC) anunciou um acordo que exige que a Cox Media Group e duas empresas de marketing paguem quase US$ 1 milhão após a agência alegar que elas deturparam como funcionava um serviço de marketing “Active Listening”, baseado em IA. Segundo a FTC, as empresas promoveram o serviço como se ele usasse as conversas de dispositivos inteligentes dos consumidores para entregar publicidade segmentada, sustentando ainda que as pessoas teriam optado por esse direcionamento via termos do aplicativo. A agência argumentou que, na realidade, o serviço não se apoiava em gravações de voz dos usuários. Em vez disso, a FTC declarou que os réus utilizaram e revenderam listas de e-mail adquiridas de corretores de dados, sem obter um consentimento genuíno para o uso sensível de áudio/voz que era prometido. O caso evidencia um padrão recorrente de proteção ao consumidor: rótulos como “IA” e “escuta” podem criar a impressão de coleta direta e invasiva de dados, enquanto as práticas efetivas podem se basear em outras fontes e em mecanismos de consentimento diferentes do que foi divulgado. A decisão da FTC também ressalta que divulgações de consentimento atreladas aos termos do app podem não ser suficientes quando as alegações de marketing induzem o consumidor a acreditar em um uso de dados que não corresponde ao que ocorre de fato.