O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) anunciou uma aliança inédita em conjunto com o Reino Unido para interromper “centros de golpes” internacionais ligados a fraudes de investimento habilitadas por criptomoedas e ciberataques. A iniciativa mira redes que exploram tecnologia para induzir vítimas nos EUA a transferirem dinheiro, reduzindo os prejuízos transfronteiriços.

O DOJ, em coordenação com o Reino Unido, divulgou um novo Memorando de Entendimento voltado a aprimorar a capacidade de desarticulação de centros de golpes associados a fraudes de investimento impulsionadas por criptografia e por cibercrimes. Segundo a autoridade norte-americana, a parceria deve concentrar a coordenação de ações de aplicação da lei e de operações contra redes organizadas que usam recursos tecnológicos para persuadir vítimas a enviar valores, frequentemente por meio de abordagens que imitam propostas de investimento e manipulação online. O anúncio aponta que os centros-alvo contribuem para danos que atravessam fronteiras, já que campanhas apoiadas por infraestrutura nem sempre são fáceis de desmantelar sem cooperação internacional. O DOJ ressaltou a importância da participação entre agências e da coordenação entre jurisdições para evitar novas perdas de vítimas. A preocupação central, segundo o texto, é a capacidade de escalabilidade do golpe: esquemas relacionados a cripto e fraudes de investimento movidas por ciberataques conseguem avançar rapidamente, reutilizam scripts e operam por canais digitais, o que dificulta o rastreamento e a aplicação das medidas. Ao enquadrar a aliança como um esforço conjunto com o Reino Unido, o DOJ sinaliza uma intensificação na busca por identificar e desarticular os centros que viabilizam essas fraudes — com o objetivo de interromper o fluxo que transforma atividade cibernética em prejuízo financeiro.