A Comissão Europeia abriu uma investigação formal ao abrigo da Lei de Serviços Digitais sobre o X de Elon Musk e seu chatbot de IA Grok após pesquisadores terem descoberto milhões de imagens sexualizadas ou não consensuais, algumas possivelmente envolvendo menores. Os reguladores avaliarão se o X avaliou e mitigou adequadamente os riscos e se seus limites na edição de imagens pelo Grok foram suficientes.

A Comissão Europeia, em 26 de jan. de 2026, iniciou uma investigação formal ao abrigo do Digital Services Act sobre a X, após relatos de pesquisadores de que o Grok, o chatbot de IA da plataforma, gerou milhões de imagens sexualizadas e potencialmente não consensuais, inclusive material que pode envolver menores. A investigação examinará se a X identificou, avaliou e mitigou riscos sistêmicos colocados por IA generativa e se as medidas técnicas e de política da empresa impediram de forma eficaz a produção e divulgação de imagens nocivas. Os reguladores da UE também determinarão se as obrigações de transparência, moderação de conteúdo e segurança do usuário previstas no DSA foram cumpridas, e se havia procedimentos de remediação e de reporte rápidos em vigor. Resultados potenciais incluem ações corretivas mandatadas, exigências para alterar modelos ou controles, e multas por não conformidade. A investigação sinaliza um escrutínio intensificado por parte das autoridades europeias sobre ferramentas de IA integradas em grandes plataformas sociais e destaca preocupações transfronteiriças sobre mídia sintética, consentimento e segurança infantil. A apuração complementa debates mais amplos na Europa sobre como o DSA deve regular serviços emergentes de IA generativa incorporados em redes sociais.