O FBI, por meio do IC3, informou que criminosos estão se passando por funcionários do IC3/FBI para atrair vítimas de fraudes anteriores para novos esquemas de “re-targeting”. O golpe pode envolver vídeos em estilo deepfake, sites falsificados e pedidos de dados pessoais.

O Centro de Reclamações de Crimes pela Internet do FBI (IC3) emitiu um alerta público destacando uma tática crescente de personificação voltada a pessoas que já reportaram golpes. De acordo com a comunicação, os criminosos entram em contato com as vítimas se passando por integrantes do IC3 ou do FBI e tentam reiniciar ou ampliar a fraude, direcionando o alvo para novas instruções fraudulentas ou solicitações de pagamento. O FBI ressalta que os golpistas podem se apoiar em métodos modernos de enganação, como vídeos gerados por IA ou em estilo deepfake, além de sites clonados que imitam domínios legítimos. Nesses casos, o objetivo costuma ser criar credibilidade rapidamente — usando marcas de aplicação da lei, táticas de urgência e um pretexto de “revisão de caso” — antes de conseguir informações sensíveis, como dados pessoais. Uma vez que os atacantes conquistam a confiança da vítima, eles podem tentar levá-la para outras etapas do golpe, incluindo tentativas de obtenção de acesso a contas ou entrada em canais de pagamento. O alerta do IC3 também aponta sinais de alerta comuns: contato não solicitado afirmando ser do FBI/IC3, links para sites “parecidos” e solicitações de dados privados. Consumidores são orientados a tratar esse tipo de mensagem com cautela, verificar por canais oficiais de forma independente e evitar compartilhar informações com base apenas nas alegações de quem entrou em contato.