Prisão na Flórida liga mulher de Atlanta a golpe por telefone que lavou dinheiro via Bitcoin
Autoridades da Flórida prenderam uma mulher de Atlanta acusada de lavar recursos obtidos em um golpe por telefone que se passava por agentes da lei e pressionava vítimas a enviar criptomoeda. Investigações rastrearam fundos roubados por transações em Bitcoin e vincularam a suspeita a uma quadrilha mais abrangente na Geórgia que opera a partir de redes prisionais.
A polícia da Flórida prendeu uma mulher de Atlanta em conexão com um esquema por telefone que se passava por oficiais de segurança para extorquir vítimas e forçá‑las a transferir recursos por meio de criptomoedas. Segundo investigadores, as ligações alegavam a existência de mandados de prisão ou detenção iminente, coagindo as vítimas a comprar ou transferir Bitcoin para “saldar” exigências fabricadas. Análises forenses das transações na blockchain permitiram traçar o fluxo dos fundos roubados através de carteiras intermediárias até contas ligadas a suspeitos na Geórgia, incluindo redes que operam de dentro de unidades prisionais. Promotores afirmam que a prisão faz parte de uma investigação maior sobre uma organização criminosa em prisões que utiliza telefones contrabandeados, engenharia social e mecanismos de movimentação de dinheiro para coletar e lavar proventos ilícitos. O caso evidencia as dificuldades de rastrear a lavagem de dinheiro em criptomoedas entre diferentes jurisdições e ressalta a importância da cooperação entre agências policiais estaduais. Autoridades orientaram possíveis vítimas a denunciar chamadas semelhantes, evitar transferir fundos em resposta a ameaças não solicitadas e contatar bancos e forças de segurança rapidamente quando tentativas de extorsão envolverem criptomoeda.
Artigos relacionados
SSA OIG and federal partners mark National Slam the Scam Day March 5, 2026 warning on AI impersonation
Operation Candy: Two phones seized in Sweden expose network, 15 arrested across Spain, Sweden, Thailand