Gabinete espanhol aprova anteprojeto de lei para criminalizar deepfakes de IA não consensuais, fixa idade em 16 anos
O gabinete do governo da Espanha aprovou um projeto de lei para restringir e criminalizar imagens geradas por IA e semelhanças vocais não consensuais, estabelecendo 16 anos como idade mínima para consentimento. A medida alinha Madri às próximas exigências da UE destinadas a conter deepfakes sexuais e reduzir o uso indevido de IA para fraude, coerção e danos à reputação.
O gabinete espanhol aprovou um projeto de lei que endurece as regras de consentimento para semelhanças de imagem e voz geradas ou manipuladas por inteligência artificial, incluindo propostas para criminalizar deepfakes sexuais não consensuais e abusos semelhantes envolvendo imagens íntimas. A legislação estabelece 16 anos como a idade mínima em que indivíduos podem consentir com o uso de sua imagem ou voz em resultados de IA e busca criar vias penais e civis mais claras para abordar danos como revenge porn, personificação e fraude. Autoridades espanholas enquadraram o projeto como parte de esforços mais amplos da UE para regulamentar aplicações de IA prejudiciais e alinhar a lei doméstica com medidas futuras da UE que visam deepfakes sexuais não consensuais. O rascunho inclui obrigações para plataformas removerem conteúdo ilícito, potenciais penalidades para criadores e distribuidores de imagens íntimas manipuladas e mecanismos para que vítimas busquem remoção rápida e reparação. Parlamentares e grupos da sociedade civil sinalizaram debates em curso sobre o escopo da aplicação, implicações para a liberdade de expressão e viabilidade técnica, ao passo que defensores enfatizaram a necessidade de proteções robustas contra danos emergentes potencializados pela IA.