Autoridades no Camboja, Mianmar e Tailândia continuaram batidas e prisões em complexos de golpes usados para operar esquemas globais de investimento, romance e extorsão, resgatando pessoas mantidas e coagidas a praticar crimes. Investigadores internacionais alertam que esses centros impulsionam uma parcela significativa da fraude transfronteiriça e de crimes forçados ligados ao tráfico de pessoas.

Relatórios até o final de 2025 e em janeiro de 2026 documentam operações policiais sustentadas no Sudeste Asiático visando “scam compounds” — centros organizados onde vítimas e residentes coagidos realizam campanhas de fraude em larga escala por telefone e online. Batidas no Camboja, Mianmar e Tailândia libertaram centenas de funcionários e detidos que teriam sido confinados, abusados ou forçados a participar de golpes de investimento, romance e extorsão direcionados a vítimas globais. Investigadores regionais e internacionais caracterizam os complexos como polos criminais transnacionais que recrutam mão de obra, traficam pessoas através de fronteiras e centralizam infraestrutura de call centers, fazendas de SIM e sistemas de movimentação de dinheiro. As autoridades relatam prisões de organizadores, apreensão de dispositivos eletrônicos e registros, e cooperação com parceiros estrangeiros para rastrear os proventos. Analistas alertam que desmantelar os complexos é necessário, mas não suficiente: as redes se adaptam, relocam e terceirizam partes de suas operações, de modo que coordenação regional sustentada, interrupção financeira e proteção às pessoas resgatadas são necessárias para reduzir as perdas globais por fraude atribuídas a esses polos.