James Strahler II, de Columbus (Ohio), se declarou culpado por ciberstalking envolvendo conteúdo sexualmente explícito gerado por IA e ameaças violentas contra ex-parceiras. Segundo as autoridades, ele usou várias plataformas de IA e modelos da web para produzir falsificações digitais e assediar as vítimas por telefone, mensagens e canais online.

James Strahler II, homem de Columbus (Ohio), se declarou culpado por ciberstalking contra ex-parceiras ao combinar conteúdo obsceno gerado por IA com ameaças e intimidação. Nos autos e na acusação, foi descrito um padrão em que o réu criava e compartilhava material sexualmente explícito gerado por ferramentas de IA e, em seguida, usava táticas de intimidação para intensificar a vitimização. O caso também envolve, conforme a acusação, falsificações digitais e mensagens ameaçadoras enviadas por canais de comunicação modernos, como telefone e texto, além de plataformas online que permitiam divulgar ou explorar o material para assediar e coagir. A situação evidencia como a IA pode acelerar abusos sexuais sem consentimento e práticas de perseguição ao reduzir o tempo e as habilidades necessárias para produzir imagens ou conteúdos falsos com aparência convincente. Os promotores destacaram que o esquema não se limitava à criação do material: o conteúdo era usado como parte de uma campanha mais ampla de medo e controle. O Departamento de Justiça afirmou que o uso de inúmeras plataformas de IA e modelos disponíveis na web foi central para a conduta, mostrando como ferramentas amplamente acessíveis podem ser convertidas em instrumentos de ataque em alvos domésticos, e reforçando para as vítimas a importância de registrar comunicações abusivas e preservar mensagens, links e arquivos relacionados ao assédio.