O ministério da Justiça da Alemanha disse que proporá medidas e mudanças legais para lidar melhor com a manipulação em larga escala de imagens por IA que viola direitos pessoais. A iniciativa segue reportagens de que a ferramenta de imagens do X foi usada para criar imagens explícitas sem consentimento e sinaliza uma regulamentação mais rápida de deepfakes em toda a Europa.

A Alemanha anunciou planos para redigir mudanças legais e medidas concretas destinadas a combater a manipulação nociva de imagens geradas por IA, comumente chamada de deepfakes, depois que investigações revelaram que a ferramenta de imagens do X havia sido usada para criar imagens sexuais explícitas e não consensuais. O ministério da Justiça disse em 9 de jan. de 2026 que as propostas se concentrarão na proteção de direitos pessoais, na agilização de mecanismos de remoção, no fortalecimento das penas criminais para uso indevido em larga escala ou comercializado e no esclarecimento das responsabilidades das plataformas. Autoridades enfatizaram a necessidade de enfrentar a “violência digital” e o rápido lançamento comercial de ferramentas gerativas de imagem que podem produzir conteúdo sexual realista sem consentimento. O anúncio reflete a crescente pressão pública e a preocupação transfronteiriça na Europa sobre danos à privacidade habilitados por IA, e sucede investigações de reguladores e da sociedade civil sobre como as plataformas detectam, previnem e repararam imagens não consensuais. Legisladores alemães sinalizaram cooperação com pares da UE para harmonizar regras, enquanto empresas de tecnologia enfrentam escrutínio sobre segurança desde o projeto, limites de verificação e recursos para moderação de conteúdo. As medidas visam reduzir a vitimização, acelerar a aplicação da lei entre jurisdições e proporcionar reparações legais mais claras para pessoas alvo de abuso de imagens habilitado por IA.