A Unidade de Crime Organizado da Grécia realizou buscas e prisões coordenadas na Creta, Ática e Igoumenitsa contra uma rede internacional que operava um esquema de investimento em criptomoedas no estilo Ponzi. Autoridades dizem que os criminosos usaram eventos encenados, promoção agressiva nas redes sociais e plataformas controladas para vender tokens sem valor e lavar recursos por meio de empresas offshore e carteiras cripto.

A Unidade de Crime Organizado da Grécia em Creta executou buscas e prisões coordenadas em várias regiões — incluindo Creta, Ática e Igoumenitsa — para desmantelar uma rede internacional de fraude em investimentos em criptomoedas. Investigadores afirmam que o grupo operava um esquema Ponzi por vários anos, angariando investidores com apresentações em eventos encenados, promoção intensa nas redes sociais e plataformas próprias que alegavam negociar tokens com retornos elevados. Relatórios oficiais indicam que os tokens vendidos às vítimas tinham pouco ou nenhum valor, e os recursos dos investidores eram rapidamente deslocados através de uma rede de empresas offshore, carteiras cripto conversíveis e intermediários para ocultar a titularidade. As apreensões reportadas pela polícia incluem quantias substanciais em dinheiro, veículos de luxo, armas de fogo e hardware para mineração ou processamento de transações em cripto. As autoridades destacaram a cooperação transfronteiriça e o uso de rastreamento forense em blockchain para identificar beneficiários e fluxos financeiros. A operação segue sob investigação ativa, com promotores buscando o congelamento de ativos, novas prisões e pedidos de assistência judicial internacional para recuperar perdas dos investidores e desmantelar a infraestrutura de lavagem que sustentava o esquema.