Uma pesquisa multinacional apoiada pela Hiya com mais de 12.000 consumidores em seis países revelou que 25% dos americanos disseram ter recebido uma chamada com voz deepfake nos últimos 12 meses. Especialistas alertam que a IA generativa facilitou golpes por clonagem de voz, especialmente contra idosos e grupos vulneráveis, e pedem respostas mais rígidas de operadoras e reguladores para limitar perdas financeiras.

A pesquisa multilíngue, citada pelo TechRadar e baseada em dados da Hiya, questionou mais de 12.000 participantes nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha e Espanha, encontrando que um quarto dos entrevistados americanos recebeu ao menos uma chamada com voz sintética no ano anterior. Muitos respondentes relataram que não conseguem distinguir de forma confiável vozes sintéticas de vozes reais, evidenciando o quão acessíveis se tornaram as ferramentas de clonagem vocal para fraudadores. Segundo especialistas, a IA generativa reduziu as barreiras técnicas, permitindo campanhas de engenharia social em escala que imitam familiares, funcionários de instituições financeiras ou autoridades públicas para extrair pagamentos ou credenciais de conta. O relatório destaca que idosos e pessoas com baixa literacia digital são especialmente expostos a essas fraudes, e recomenda controles mais rigorosos por parte das operadoras de telecomunicações, padrões aprimorados de rotulagem de chamadas e medidas regulatórias que obriguem a adoção de ferramentas de detecção e bloqueio. Entre as propostas estão também o compartilhamento de informação mais rápido entre setores e campanhas de educação do consumidor para reduzir a eficácia das impersonações e as perdas financeiras à medida que golpes por voz com apoio de IA proliferam.