Tamara (“Tami”) Sawyer, funcionária do cartório da Shelby County General Sessions Court, foi denunciada em acusações ligadas a furto, fraude e lavagem de dinheiro, segundo o Departamento de Justiça (DOJ). Os promotores afirmam que ela teria se apropriado de recursos públicos usando cartões de compras e de viagem, adiantamentos de viagem e pagamentos encaminhados por serviços on-line e contas do PayPal.

Um grande júri federal denunciou Tamara (“Tami”) Sawyer, identificada pelo DOJ como escrivã do tribunal da Shelby County General Sessions Court, por acusações relacionadas a furto, fraude e lavagem de dinheiro. De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os promotores alegam que Sawyer teria convertido e se apropriado indevidamente de verbas públicas por meio de uma série de mecanismos financeiros ligados a compras feitas com cartões e ao encaminhamento de pagamentos. Segundo a acusação, o esquema teria envolvido cartões de compras (procurement cards), um cartão de viagem e adiantamentos de viagem, com pagamentos supostamente roteados por serviços baseados na web e por contas do PayPal. Os promotores descrevem essas ferramentas como parte do modo como os recursos públicos teriam sido desviados e transformados em benefício pessoal. O DOJ também enquadra o caso como uma fraude de corrupção pública: canais legítimos de pagamento administrativo teriam sido reaproveitados para fins particulares. Na leitura do governo, o processo não se limita ao furto, mas inclui componentes típicos de fraude com lavagem de dinheiro, sugerindo que os valores teriam sido tratados ou processados de modo a dificultar a identificação da origem ou a permitir a continuidade do desvio. Casos desse tipo podem repercutir além do ambiente interno, porque envolvem sistemas de pagamentos, contas e controles financeiros. Conforme a lógica descrita na denúncia, a suposta operação se apoia em confiança e autoridade administrativa, especialmente em contextos em que o acesso institucional é parte do funcionamento rotineiro do órgão. As acusações destacam a importância de trilhas de auditoria, supervisão das compras e monitoramento do uso dos cartões e das plataformas de pagamento para impedir a apropriação indevida de verbas. Com a denúncia em andamento, o governo seguirá para a fase de litígio, tentando demonstrar o suposto uso indevido dos recursos públicos por meio de transações documentadas.