Promotores federais suíços e a polícia vasculharam residências e empresas de coleta de assinaturas depois que cerca de 30.000 assinaturas vinculadas a cerca de 20 iniciativas populares foram sinalizadas como suspeitas. A investigação foca em suposta falsificação e potencial fraude eleitoral envolvendo assinaturas coletadas desde 2022 e envolve análises forenses complexas porque os coletores não são obrigados a se identificar.

Promotores federais suíços realizaram buscas em várias residências e empresas de recolhimento de assinaturas no âmbito de uma investigação sobre suposta falsificação de cerca de 30.000 assinaturas relacionadas a aproximadamente 20 iniciativas populares. As autoridades dizem que as assinaturas suspeitas foram coletadas ao longo de vários anos — remontando a 2022 em alguns casos — e foram sinalizadas durante verificações rotineiras da autenticidade das petições. Os investigadores enfrentam desafios forenses complexos: a lei suíça sobre petições permite coletores terceiros e não exige que esses coletores registrem dados pessoais de identidade, o que complica a atribuição e a prova de fabricação. A investigação busca determinar se as assinaturas foram falsificadas, montadas de forma fraudulenta ou de outro modo inelegíveis, com possíveis encaminhamentos criminais por fraude eleitoral. Autoridades enfatizaram a integridade dos mecanismos de democracia direta e a necessidade de exame minucioso da cadeia de custódia e das práticas de coleta. As buscas visaram empresas que organizam campanhas de recolhimento de assinaturas e residências privadas ligadas a coletores suspeitos, e os promotores indicaram que a investigação vai apurar tanto condutas individuais quanto possíveis vulnerabilidades sistêmicas no ecossistema de recolhimento de petições.