A força-tarefa do DOJ ligada ao Scam Center divulgou os resultados de uma “Disruption Week” conjunta entre o governo dos EUA e a indústria privada. O esforço buscou interromper fraudes cibernéticas e esquemas relacionados a criptomoedas, com foco em contas e ações associadas à lavagem de dinheiro.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou os resultados de uma “Disruption Week” conduzida pela Scam Center Strike Force, combinando iniciativas do setor público e da iniciativa privada para dificultar operações de golpes que miram americanos. Segundo o comunicado do DOJ, a semana incluiu intervenções voltadas tanto a fraudes habilitadas por ciberataques quanto a esquemas ligados a criptomoedas. O relatório destaca que a participação da indústria privada foi decisiva, incluindo interrupções em contas online vinculadas a golpistas — medidas destinadas a cortar a infraestrutura que eles usam para se comunicar, receber pagamentos e manter o ritmo das fraudes. No componente de cripto, o DOJ afirma que as ações incluíram congelamentos voluntários de criptomoedas associadas à lavagem de dinheiro. Ao atingir o rastro financeiro — ao menos nos pontos em que plataformas ou contrapartes conseguem limitar o acesso — a ofensiva pretendeu reduzir o retorno que os criminosos dependem para manter as operações. O comunicado também menciona que algumas quadrilhas conduziam atividades a partir do Sudeste Asiático, reforçando a natureza transnacional das redes de fraude atuais. A Strike Force afirma que seu objetivo mais amplo é desarticular o ecossistema dos golpes, e não apenas investigar casos individuais. O DOJ enquadra essa “Disruption Week” como demonstração de que ações coordenadas entre setores conseguem gerar atrito imediato: contas são interrompidas, caminhos de pagamento são restringidos e a capacidade operacional dos grupos de fraude tende a cair. Para vítimas e consumidores em risco, a mensagem é direta: essas operações frequentemente dependem de movimentação rápida e de acesso ativo a contas e canais de pagamento — exatamente o tipo de ponto fraco que as ações de interrupção miram.