Promotores federais anunciaram acusações em um esquema transnacional de fraude de reembolso que usou portadores de vistos de curta duração para apresentar cerca de 2.000 declarações fiscais fraudulentas reivindicando mais de US$ 20 milhões. As autoridades alegam que os fundos foram lavados por meio de contas bancárias abastecidas, cartões pré‑pagos e compras de metais preciosos para obscurecer as origens.

O comunicado de imprensa do FBI de jan. de 2026 detalha acusações em uma operação multinacional de roubo de identidade e fraude de restituição que recrutava portadores de vistos de curto prazo para abrir contas bancárias e receber restituições fiscais ilegais. Investigadores dizem que a rede preparou cerca de 2.000 declarações falsas buscando mais de US$ 20 milhões, explorando informações pessoalmente identificáveis para fabricar salários, dependentes e retenções para acionar grandes restituições. Os recursos foram movimentados por um esquema de camuflagem que semeava contas com pequenos depósitos, usava cartões pré-pagos e empresas de serviços monetários, e converteu valor em compras de metais preciosos para evitar detecção. A denúncia descreve coordenação transfronteiriça, com organizadores direcionando participantes e arranjando transferências para ocultar os beneficiários finais. As autoridades enfatizam que os portadores de visto foram frequentemente explorados, às vezes com conhecimento ou sob coação, e que a fraude aproveitou sistemas padrão de declaração de impostos e intermediários financeiros. O FBI disse que as ações penais estão em andamento, instou vítimas e instituições financeiras a reportarem atividades suspeitas e destacou a cooperação transfronteiriça para rastrear fundos e desmantelar a infraestrutura de lavagem.