Um júri federal condenou Brett Blackman, fundador da HealthSplash, por uma conspiração de fraude em larga escala contra o Medicare. Segundo o DOJ, a plataforma dele gerou ordens e prescrições médicas falsas, mirando beneficiários vulneráveis e cobrando do Medicare e de outros programas federais mais de US$ 1 bilhão.

Promotores federais afirmam que Brett Blackman, fundador e proprietário da empresa de software de saúde HealthSplash, coordenou um esquema de fraude de grande porte no Medicare baseado em saídas automatizadas de workflow. De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), Blackman utilizou uma plataforma voltada a produzir ordens e prescrições fabricadas por médicos, que depois eram encaminhadas para justificar cobranças em programas federais de saúde. A acusação sustenta que a prática foi usada para obter reembolso ligado à compra de equipamentos médicos, ao mesmo tempo em que apresentava falsamente itens como se fossem necessários do ponto de vista clínico e devidamente autorizados por médicos. O DOJ descreve o esquema como uma forma de pressionar pessoas vulneráveis a adquirirem equipamentos desnecessários. O caso também destaca como fraudes podem ser disfarçadas como atividades “administrativas”, sobretudo quando a tecnologia é usada para fabricar documentação com aparência rotineira diante de pagadores e de sistemas de conformidade. Segundo os promotores, a fraude atingiu beneficiários vulneráveis e gerou prejuízos superiores a US$ 1 bilhão ao longo do Medicare e de outros programas federais. A condenação, segundo a acusação, reforça que softwares de saúde e processos de “papelada” não ficam imunes à responsabilidade criminal quando são usados para produzir autorizações clínicas falsas para viabilizar pagamentos.