O DOJ informou que Marcus Bernard Clark se declarou culpado por uso fraudulento de dispositivos de acesso e por fraude de identidade agravada. Segundo os promotores, enquanto trabalhava em uma unidade da Wendy’s em Destin (Flórida), ele teria explorado o acesso a dados de cartões de crédito e débito de clientes e guardado centenas de imagens desses cartões em seu telefone.

Um ex-funcionário da Wendy’s na Flórida se declarou culpado por acusações relacionadas ao acesso não autorizado a dados de cartões de pagamento e a crimes de identidade, conforme informou o Departamento de Justiça (DOJ). De acordo com a acusação, Marcus Bernard Clark assumiu a culpa por uso fraudulento de dispositivos de acesso e por fraude de identidade agravada. O caso se baseia na alegação de que ele teria aproveitado a posição obtida no trabalho para acessar informações de cartões de crédito e débito de clientes enquanto atuava em uma unidade da rede em Destin. O DOJ afirma que as autoridades localizaram um conjunto significativo de evidências, incluindo centenas de imagens de cartões armazenadas no telefone de Clark. A tese do governo é que ele utilizou o acesso ligado ao emprego para obter os dados de pagamento e, depois, empregou essas informações de um modo que caracterizaria uso fraudulento de dispositivos de acesso. A acusação de fraude de identidade agravada, por sua vez, reflete a interpretação dos promotores de que a conduta envolveu o uso indevido de informações pessoais associadas às vítimas. Na divulgação do DOJ, a explicação sobre o “porquê isso importa” destaca que o acesso presencial pode resultar em danos relevantes ao consumidor, especialmente quando os dados do cartão são coletados e mantidos para uso posterior. Ao buscar tanto as acusações relacionadas a fraude com dispositivos de acesso quanto as de roubo de identidade, os promotores tentaram calibrar a resposta penal ao nível de gravidade do comportamento e às perdas financeiras que poderiam ocorrer depois. A declaração de culpa encerra o processo criminal na Justiça federal após a investigação do governo sobre a suposta obtenção de dados de cartões de clientes durante o período de trabalho.