A polícia teria detido quatro pessoas, incluindo cidadãos chineses, acusadas de se passar por recrutadores da Amazon para montar uma operação fraudulenta. As vítimas foram, segundo as alegações, induzidas a enviar dinheiro por empregos prometidos, em um esquema semelhante ao de investimento ou apropriação indébita.

A polícia em Bangladesh teria prendido quatro suspeitos acusados de comandar uma fraude de falsa identidade em larga escala voltada a pessoas que buscavam emprego, conforme um relato atribuído à cobertura fotográfica da Reuters. O grupo teria se feito passar por recrutadores da Amazon e entrado em contato com potenciais vítimas, oferecendo oportunidades de trabalho. De acordo com as alegações de promotores e policiais, a operação teria levado as vítimas a transferirem dinheiro após serem convencidas de que receberiam vagas, usando roteiros e mensagens elaborados para parecerem críveis e oficiais. O esquema, segundo as informações, incluía uma estrutura no estilo “investimento/apropriação”, na qual as vítimas eram solicitadas a pagar taxas ou transferir recursos sob pretextos ligados ao processo de contratação — e, depois disso, eram impedidas de receber qualquer onboarding real ou compensação. A polícia afirmou que alguns dos detidos são cidadãos chineses, o que sugere que a atuação pode ter envolvido coordenação transfronteiriça. As prisões indicam uma ação de aplicação da lei voltada a desmontar um modelo de fraude com temática de recrutamento, comum em golpes de personificação em que criminosos exploram marcas amplamente reconhecidas para ganhar confiança. A apuração também ressalta a importância de confirmar contatos de recrutamento pelos canais oficiais da empresa e de ter cautela com pedidos de pagamento antes de qualquer etapa legítima de contratação, enquanto as autoridades informaram que novas medidas podem surgir à medida que investigam ligações com outros suspeitos e os recursos financeiros obtidos com o golpe.