Um júri federal condenou Sohaib Akhter por acusações que incluem conspiração para cometer fraude eletrônica e tráfico de senhas. O DOJ afirma que ele forneceu uma senha em texto puro usada para acessar, sem autorização, o e-mail de uma pessoa queixosa na EEOC.

Um júri federal condenou Sohaib Akhter em um caso que o Departamento de Justiça dos EUA descreveu como envolvendo roubo de credenciais e acesso não autorizado a contas sensíveis. De acordo com o DOJ, a condenação abrangeu conspiração para cometer fraude eletrônica, tráfico de senhas e outras acusações relacionadas. Os promotores alegam que Akhter forneceu uma senha em texto puro que, depois, foi utilizada para acessar o e-mail de uma queixosa da EEOC sem autorização. Segundo a acusação, a conduta representou o uso indevido de credenciais para permitir a visualização não autorizada de comunicações ligadas a um processo de disputa trabalhista no âmbito governamental. O comunicado do DOJ também aponta um padrão mais amplo de atuação além do acesso inicial à conta. Os promotores sustentam que, após os envolvidos serem demitidos, os réus acessaram sistemas e apagaram dezenas de bases de dados hospedadas pelo governo. A alegação de destruição de dados, combinada com a parte do tráfico de senhas, é usada pelo DOJ para sustentar a tese de que o caso envolve acesso não autorizado habilitado por meio cibernético e eliminação de informações. No contexto de golpes e fraudes, o acesso ao e-mail da EEOC evidencia como credenciais roubadas ou obtidas de forma imprópria podem ser usadas para comprometer pessoas já envolvidas em processos legais ou administrativos. O uso de senhas em texto puro também reforça uma falha técnica comum que pode transformar um comprometimento “pequeno” em uma violação de privacidade de grande impacto. Com a decisão do júri, o tribunal deve avançar para a fase de sentença após a condenação pelas acusações federais descritas na divulgação do DOJ.