O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) anunciou a reabertura de uma denúncia contra ex-líderes da Telekom Malaysia (USA) Inc., acusados de conspiração e fraude eletrônica, além de roubo de identidade agravado. A acusação sustenta que houve um esquema para desviar mais de US$ 20 milhões, após a própria empresa comunicar o caso às autoridades.

Em 19 de maio de 2026, o DOJ e o Escritório do Procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York (SDNY) informaram a reabertura de uma denúncia que acusa ex-integrantes de alto nível da Telekom Malaysia (USA) Inc. de conspiração por fraude eletrônica, fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. Segundo os promotores, os réus teriam usado fraudes conectadas entre si para se apropriar indevidamente de mais de US$ 20 milhões, depois de a empresa se autodenunciar. O caso chama atenção por combinar uma acusação de irregularidade financeira corporativa com alegações diretamente relacionadas ao uso de identidades. Em geral, a acusação de roubo de identidade agravado envolve a utilização indevida de dados pessoais ou identidades para viabilizar objetivos mais amplos de fraude, o que pode facilitar pagamentos, atividades contratuais e outras operações associadas à desviação de recursos. Embora o comunicado destaque as acusações e a mecânica do esquema em nível geral, a forma como o processo foi conduzido—com a denúncia tornada pública, contagens criminais e a inclusão do componente de identidade—sugere que o DOJ enquadra a conduta como algo além de simples falhas de registro ou má gestão interna. Se os fatos forem comprovados em juízo, a conduta alegada representaria uma tentativa ou desvio efetivo de recursos financeiros superior a US$ 20 milhões, com possíveis repercussões para parceiros, contrapartes e para pessoas cujas identidades teriam sido usadas indevidamente.