A Força-Tarefa do Centro de Fraudes do Distrito de Columbia relatou ter congelado ou apreendido mais de US$ 580 milhões em ativos digitais ligados a redes de fraude transnacionais. Autoridades disseram que grande parte da atividade estava vinculada a operações de "pig‑butchering" baseadas no Sudeste Asiático e dependia de rastreamento de blockchain, ordens judiciais e cooperação do setor privado.

A Força-Tarefa do Centro de Fraudes do Distrito de Columbia, um esforço multiagências que inclui o DOJ, FBI, Secret Service e IRS‑CI, anunciou que investigadores congelaram ou apreenderam mais de US$580 milhões em criptomoedas e outros ativos digitais relacionados a redes de fraude transnacionais. As autoridades creditaram uma combinação de análise avançada de blockchain, processos legais e coordenação com plataformas do setor privado por identificar agrupamentos de carteiras e obter ordens de preservação e de confisco. Grande parte da atividade foi rastreada até grupos organizados do Sudeste Asiático que operam esquemas de investimento "pig‑butchering" e fraudes amorosas que aliciam vítimas online, movimentam os recursos por meio de cadeias complexas de carteiras e tentam lavar fundos através de exchanges e mixers. A força‑tarefa enfatizou que desarticular a infraestrutura e perseguir o confisco civil e penal são essenciais para devolver os fundos às vítimas e degradar empreendimentos criminosos. Os responsáveis também observaram que operações bem‑sucedidas dependem cada vez mais da cooperação oportuna de emissores centralizados de stablecoins, exchanges e empresas de análise, e que ações internacionais coordenadas continuam sendo necessárias para enfrentar técnicas de evasão transfronteiriças. O anúncio sinaliza uma intensificação da alocação de recursos para seguir o fluxo de dinheiro em cripto e buscar restituição.