Promotores americanos acusaram Chen Zhi, presidente do Prince Holding Group, de chefiar um vasto esquema de fraude em criptomoedas ligado a “fazendas” de golpe no Camboja. Autoridades afirmam ter apreendido 127.271 bitcoin associados à operação, em uma das maiores recuperações de fraudes financeiras já registradas.

Promotores dos EUA revelaram uma ação transnacional contra Chen Zhi, alegando que ele liderou um amplo esquema de investimento em criptomoedas que operava a partir de complexos de fraude no Camboja onde havia trabalho forçado. Segundo o indiciamento, os operadores usavam táticas de engenharia social — combinando falsas histórias românticas e propostas de investimento — para convencer vítimas a transferir fundos para criptomoedas; os recursos eram então lavados por meio de empresas de fachada e compras de luxo. Investigadores afirmam ter apreendido 127.271 bitcoin ligados ao esquema, um montante avaliado em bilhões que, segundo autoridades americanas, configura uma das maiores recuperações de ativos de fraude da história. O caso destaca a crescente coordenação entre as forças de segurança dos EUA e parceiros regionais para desmantelar centros de golpe no Sudeste Asiático e rastrear rendimentos em cripto até bens tangíveis. Promotores enquadraram o processo tanto como uma prioridade contra a exploração humana quanto contra crimes financeiros, enfatizando os vínculos operacionais entre táticas de engenharia social, infraestrutura cripto e lavagem de dinheiro transfronteiriça. O indiciamento e as apreensões de ativos deverão influenciar esforços futuros para interromper redes de “pig‑butchering” e recuperar ativos digitais roubados.