Investigadores do Serviço de Alfândega da Coreia encaminharam três suspeitos ao Ministério Público após descobrirem uma operação de lavagem estimada em 148,9 bilhões de won que usava canais transfronteiriços de cripto e câmbio ilegal. A quadrilha supostamente usou cobranças via WeChat Pay e Alipay, exchanges no exterior e carteiras domésticas para converter criptomoedas em won, disfarçando as transferências como despesas legítimas.

O Serviço de Alfândega da Coreia do Sul disse que investigadores rastrearam cerca de 148,9 bilhões de won (aproximadamente US$ 101,7 milhões) lavados por meio de uma rede transfronteiriça que converteu criptomoedas em won enquanto mascarava transferências como pagamentos legítimos. As autoridades identificaram uma estrutura que usava cobranças via WeChat Pay e Alipay, exchanges de criptomoedas no exterior e carteiras domésticas para canalizar os recursos de volta à Coreia do Sul. Segundo reportagens locais com base em um resumo da Yonhap, a rede ocultava a origem dos fundos rotulando transferências como mensalidades, cirurgia plástica e outras despesas plausíveis, e então direcionava o dinheiro por canais cambiais ilegais para integrá‑lo ao sistema financeiro doméstico. Investigadores encaminharam três suspeitos ao Ministério Público e dizem que as investigações continuam a mapear contrapartes e gateways de câmbio, incluindo plataformas no exterior que aceitaram os recursos. O caso ressalta o crescente foco regulatório e de fiscalização em vias de entrada transfronteiriças e em ferramentas de pagamentos sociais que podem ser combinadas com cripto para mascarar fluxos ilícitos, e autoridades sinalizaram novas investigações cooperativas com contrapartes estrangeiras para congelar ativos e identificar participantes adicionais.