O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) afirma que cinco pessoas foram presas em três estados por um esquema fraudulento de US$ 1,6 milhão ligado à covid-19. As acusações incluem fraude eletrônica, conspiração, roubo de identidade qualificado e lavagem de dinheiro.

Um anúncio do DOJ detalhou novas prisões relacionadas a um esquema de fraude de US$ 1,6 milhão envolvendo a covid-19, com acusações apresentadas após a atuação dos envolvidos em três estados. O caso evidencia um padrão frequente em fraudes modernas: identidades roubadas ou utilizadas indevidamente são empregadas para que solicitações pareçam autorizadas, enquanto comunicações por fio (wire communications) ajudam a movimentar ou coordenar os valores obtidos de forma fraudulenta. Segundo o DOJ, os promotores buscaram acusações por fraude eletrônica e conspiração, além de roubo de identidade qualificado, que em geral se refere ao uso direto das informações pessoais de outra pessoa para obter dinheiro ou benefícios. O DOJ também aponta alegações de lavagem de dinheiro, indicando que o esquema não teria terminado na apresentação de pedidos falsos: após a obtenção dos pagamentos, haveria etapas para ocultar a origem ou a titularidade dos recursos. Para quem quer se proteger de golpes, a lição central é perceber como o roubo de identidade funciona como “porta de entrada” para crimes financeiros maiores — os atacantes não apenas extraem dados, mas os transformam em instrumento para justificar pedidos e direcionar transações em seguida. Consumidores podem reduzir o risco protegendo credenciais de identidade, acompanhando contas relacionadas a crédito e impostos e verificando qualquer comunicação associada a programas de assistência governamental ou de reembolso.