A Google afirma que criminosos estão se passando por autoridades e pressionando vítimas a pagar “taxas legais”. As abordagens costumam combinar urgência com tentativas de roubo de credenciais, o que facilita sequestro de contas.

Em seu mais recente aviso sobre fraudes e golpes, a Google diz que a fraude por personificação continua sendo um dos principais fatores de perdas de vítimas nos Estados Unidos. Segundo a empresa, os golpistas assumem a identidade de órgãos ou instituições vistas como oficiais e usam a postura de fiscalização ou ação judicial para criar uma pressão imediata sobre a vítima. Ao enquadrar a situação como urgente — por exemplo, alegando a necessidade de pagamento em um suposto caso — os criminosos tendem a diminuir a disposição da pessoa de confirmar as informações pelos canais corretos. A Google também ressalta que esses golpes não se limitam a pedidos de dinheiro. Em muitos casos, eles incluem etapas que solicitam que a vítima forneça credenciais ou siga instruções que acabam levando à tomada da conta. O objetivo, com frequência, é passar da manipulação inicial para roubo de identidade ou sequestro de conta, usando o e-mail ou outras informações de login obtidas para viabilizar fraudes adicionais. Entre os padrões descritos no aviso, está o uso recorrente de engenharia social para fazer a interação parecer legítima: as vítimas podem ser direcionadas a formulários, mensagens ou páginas de destino convincentes que imitam processos reais. A empresa ainda destaca que esses esquemas evoluem, ou seja, roteiros conhecidos de “autoridade” podem ser atualizados com novos atrativos e novos métodos de entrega. Para consumidores, a orientação de risco é direta: qualquer solicitação de pagamento ou compartilhamento de credenciais associada a uma alegação de personificação e à urgência deve ser tratada como um provável golpe.