O Departamento de Justiça (DOJ) informou que uma operação internacional coordenada desmantelou centros de um suposto golpe de investimento em criptomoedas e resultou em pelo menos 276 prisões. A nota destaca ainda a liderança de recrutadores ligada ao mesmo esquema, com atuação em múltiplos países.

O DOJ anunciou que uma ação conjunta de aplicação da lei, com atuação internacional, desmontou “centros” atribuídos a um suposto golpe de fraude de investimentos em criptomoedas, culminando em pelo menos 276 prisões. Segundo a agência, a iniciativa envolveu o FBI em conjunto com a Polícia de Dubai e autoridades chinesas, sugerindo uma coordenação transfronteiriça voltada a interromper a infraestrutura que sustentaria a fraude. Os promotores afirmam que o alvo foram os polos operacionais usados para colocar o esquema em funcionamento, incluindo funções associadas ao recrutamento de vítimas e ao gerenciamento da atividade contínua. Embora o número em destaque no comunicado seja o de detenções, a publicação também aponta a existência de acusações criminais nos Estados Unidos relacionadas à mesma rede. Em especial, o DOJ diz que supostos gestores e recrutadores foram denunciados em San Diego, com acusações que incluem fraude eletrônica e conspiração para lavagem de dinheiro. De acordo com a descrição apresentada, essas acusações são usadas como indícios de que o golpe dependia tanto de comunicações fraudulentas quanto da forma como os recursos eram movimentados por mecanismos financeiros voltados a sustentar o esquema e ocultar a origem. A operação é apresentada como resposta à fraude de investimento em criptomoedas que teria enganado americanos, com medidas que ultrapassaram as fronteiras dos EUA. Ao detalhar a participação de vários países, o DOJ reforça um padrão recorrente em casos modernos: o recrutamento e a seleção de vítimas são coordenados internacionalmente, enquanto a monetização e a infraestrutura do esquema podem se estender por diferentes jurisdições, exigindo sincronização na repressão.